O investimento na produção de conhecimento em redes de pesquisa, por meio da reflexão compartilhada, tem possibilitado o adensamento das discussões desenvolvidas no campo da educação e a busca por modos próprios de fazê-lo. Tomamos o desafio de propor um trabalho de equipe que visa, a partir de diferentes possibilidades de interrogação, desenvolver um estudo sobre políticas curriculares, de formação e de avaliação na articulação/negociação do que vai sendo produzido nas diferentes pesquisas. Nosso intuito é, nesse enredamento, possibilitar a produção de conhecimentos teórico-metodológicos para operar na análise dessas políticas. Isso implica a compreensão de que essa construção não se dá na busca de um sentido único, mas considerando a interação e o diálogo como forma de produção, como campo de enfrentamento entre diferentes discursos, atos de enunciação cultural que remetem a grupos diferenciados. Assim, o diálogo se dá entre formas de se narrar enquanto sujeito e grupo, na fronteira, como espaço significativo de construção de múltiplas histórias que não se unificam, mas podem dialogar, construindo outras narrativas, hibridizadas nas diferenças negociadas.