Ganhador do Prêmio Pulitzer de1967, este estudo clássico de David Brion Davis abriu novas direções para a pesquisa histórica e social sobre a escravidão. Nele, o autor argumenta que a escravidão sempre foi uma fonte de tensão social e psicológica, mas que, na cultura ocidental, esteve associada a certas religiões e doutrinas filosóficas que acabavam por sancioná-la. Davis fornece uma análise comparativa dos sistemas escravocratas no Velho Mundo, mostrando como o pensamento europeu reagiu à escravidão. A seguir, trata das primeiras reações diante da escravidão americana, particularmente dos problemas e condições que podiam ajudar ou impedir o crescimento do pensamento antiescravocrata. Por fim, dedica-se aos primeiros protestos contra a servidão do negro e às inovações religiosas, literárias e filosóficas que contribuíram tanto para o discurso dos abolicionistas quanto para o dos defensores da escravidão no final do século XVIII.