Neste livro, Douwe Draaisma aborda a criação das memórias artificiais como uma defesa contra a transitoriedade implícita na mortalidade da memória, elas 'não só recebem, aliviam e ocasionalmente substituem a memória natural, mas também têm dado forma ao nosso modo de encarar a recordação e o esquecimento', que na linguagem cotidiana têm um molde metafórico. As metáforas expressam as atividades e as preocupações de seus autores, captam o clima intelectual e funcionam, elas mesmas, como uma forma de memória, como reflexos de uma era, uma cultura, um ambiente. Elas são fósseis orientadores, ajudam o leitor a calcular a idade do texto no qual as encontra. E é a partir das metáforas estampadas nos meios técnicos de registro de informação - da tábua de cera dos gregos, passando pelo livro e pela câmera escura, até os computadores da nossa era - que esta obra traça uma história dos modos como a memória individual e psicológica tem sido concebida no Ocidente desde a época de Platão até a atualidade.