Papele, de Caio Moreira, situa-se na intermitência entre o corpo e a escritura. A página é pele que o poeta tanto tateia quanto tatua. O livro ensaia ou insinua a escrita do corpo incorporada ao poema ou o ato e a arte do corpo se dobrar no movimento do poema. O poeta, como o fotógrafo, escreve com a luz. E tal grafia se dá no poema feito tatuagem, cuja natureza é sempre selvagem e performática.