Esta obra apresenta uma visão do ritual de umbanda alinhada aos fatos históricos e fundamenta a prática do ritual com uma justificativa antropológica, o texto rompe as barreiras dos rótulos e da posse do ritual como algo que pertence a um paradigma humano, elevando seu contexto para além das fronteiras entre o mundo material e o mundo espiritual. A obra resgata a importância dos valores morais e éticos na prática do ritual, e discute fatos polêmicos como o porquê de a religião ter tido como seu primeiro nome ALA-banda,, termo de origem muçulmana, o surgimento das 7 linhas a exploração comercial da mediunidade, destaca a linguagem dos símbolos como conceito que justifica o fato de a religião de umbanda ser uma religião voltada para a magia, fazendo uso de velas, fumo, álcool, pontos riscados, pontos cantados, banhos, o uso de guias, nem por isso deixando de ser monoteísta e tendo Deus como única fonte criadora. Apresenta a prática das oferendas, justificando-a com base na antropologia, explicando os passos do ritual desde a consagração até a consumação do ato, simbologia antiga ainda viva de forma oculta em práticas modernas. o texto questiona sobre a possibilidade de incorporar-se um orixá, sendo ele uma força celestial, e apresenta a polêmica linha de Exu, sua finalidade, sua forma de trabalhar e como se surgiu o conceito negativo sobre essa linha de trabalho, principalmente por associá-la ao diabo e à prática do mal. O texto discorre sobre temas como a reencarnação, leis cármicas, ação e reação e defende que a verdadeira umbanda é uma religião totalmente voltada e comprometida com a CARIDADE.