A partir das obras de autores como Victor Hugo, Fausto, Thomas Mann, Truman Capote, Levinas, Antonio Skárrmeta e Raduan Nassar, o Direito ganha tanto em realidade como em ficção. Realidade quando retrata situações do cotidiano e da vida dos protagonistas, onde podemos identificar a presença de questões jurídicas que as permeiam, compõem e, às vezes, dão sentido à narrativa; ficção quando faz isso de maneira própria como retratada ou imaginada pelos autores. Outra constatação é que o Direito ganha em atemporalidade e adquire um colorido todo especial. Se a frase de Augusto Comte, os mortos governam os vivos , em alguma medida pode ser aplicada ao Direito, a Literatura torna essa tarefa muito mais interessante e as narrativas muito mais atuais, uma vez que transcendem a questão jurídica posta, ganhando uma dimensão própria.