O antropólogo italiano Massimo Canevacci rediscute o conceito marxiano de Fetisch para compreender as contradições da cidade contemporânea. A alteração das relações entre seres humanos e mercadorias envolve fetichismos visuais disseminados, sobretudo, pela tecnologia digital. Esse novo estilo de vida mistura publicidade, moda, música, arte e design não mais mercadorias clássicas. Isso exige, então, uma metodologia estupefata, polifônica, que dê conta das mutações na metrópole comunicacional.