O futuro é um lugar sombrio no qual a população mundial está à beira da extinção; apenas os robôs tomam todas as decisões, a família foi abolida, a convivência é proibida e os poucos sobreviventes vagam pelas ruas, dopados e mantidos calmos por coquetéis de psicofármacos e antidepressivos. Trata-se de um mundo sem arte, sem livros e sem crianças, um mundo no qual as pessoas preferem ser queimadas vivas a suportar a própria existência. Nesse contexto, Spofforth, um sofisticadíssimo androide de última geração que almeja o suicídio e é impedido pelo software com que foi programado, é o símbolo e o guardião do status quo. Sua existência se entrelaça com a de Paul Bentley, um professor universitário que, acidentalmente, redescobre a leitura e os livros, os quais lhe dão a chance de aprender sobre a existência de um passado e lhe mostram a possibilidade de mudar; e com a de Mary Lou, que, desde pequena, se recusa a tomar remédios, com o objetivo de manter os olhos bem abertos diante da realidade. O imitador de homens é um romance assombroso, pleno de aflição, mas também capaz de celebrar o amor e a magia de um sonho. Uma distopia moderna acerca das inquietações da raça humana, em que a tecnologia desenfreada se transforma de recurso em perigo.