O que José Celso nos proporciona, nestas páginas redigidas com leveza, em estilo quase coloquial, de conversas entre amigos, é uma deliciosa jornada "de recreio e instrução", como diriam os antigos, de um moço curioso, observador e perspicaz, que generosamente divide conosco suas impressões de viagem, seus motivos de contentamento e percalços, suas andanças em Paris, Londres, Lisboa, Madri, Bruxelas e uma porção de outras cidades européias que o atraíram e nem sempre lhe agradaram. Com uma franqueza muito à vontade, diz abertamente o que gostou e o que não gostou. Podemos concordar ou não com ele. É um direito que lhe assiste, o de torcer o nariz ante uma famosa obra de arte ou de embasbacar-se e aplaudir, diante de algo que o encantou, em terra estranha.