Esta obra está estruturada em três momentos: a apresentação da metodologia de investigação e dos pontos fundamentais dos Concílios Vaticanos; a exposição do contexto, do desenvolvimento e da teologia do Concílio Vaticano I; a análise do contexto histórico-eclesial e do contexto teológico do Concílio Vaticano II. Apresenta não apenas informações e análise histórico-teológica, mas possibilita um espírito de instigação de que a fé cristã é historicamente pertinente e relevante, sendo sua teologia a inteligência da fé, fundamentada na revelação, que tem a tarefa de ser constantemente contemporânea a cada época histórica. A intuição fundamental presente em toda a obra é esta: o Concílio Vaticano II não é algo que repentinamente acontece na história, como decisão mágica de João XXIII. Trata-se de um evento de recepção histórica em relação à tradição conciliar da igreja, ao Concílio Vaticano I e seus desdobramentos, e a todo processo de renovação teológica, pastoral e eclesial, apontando para uma nova sensibilidade da fé cristã à história. A anterioridade do Concílio Vaticano II já possuía de forma patente a abertura à modernidade, e de forma latente a sensibilidade histórica e o espírito hermenêutico e antropológico que possibilitaram a atualidade da fé cristã à era contemporânea.