Esta obra situa o Direito do Trabalho como fruto de relações sociais concretas entre classes potencialmente antagônicas. Fruto da história, este ramo do Direito se apresenta como resultante da correlação de forças entre as classes sociais fundamentais, disciplinando e organizando a distribuição de bens e de poder entre as mesmas, fundando e servindo de elemento de legitimação da subordinação característica do estatuto do salariado. Ao analisar sua história, seus mitos e suas perspectivas no Brasil este ramo do Direito é adjetivado, de modo propositalmente pleonástico, para situá-lo como fundamental para o funcionamento do modo de produção capitalista.