Mudanças significativas estão se operando no conceito e na aplicação da avaliação. Durante muito tempo a avaliação esteve atrelada aos conceitos de controle e , principalmente nas empresas. Isto consistia em verificar se tudo estava sendo realizado de acordo com o que fora planejado e determinado. Caso contrário procedia-se o que levava à correção de falhas. Hoje se entende a avaliação como um processo dinâmico, sistemático e contínuo. Não se avalia apenas para diagnosticar uma determinada situação, mas também e principalmente rever o que está sendo realizado e propor a readequação de atividades. Na área de prestação de assistência à saúde os principais sujeitos do processo de avaliação, serão os profissionais que nesse tipo de organização trabalham e todos os usuários, de uma maneira geral. À medida que as pessoas avaliam, não apenas como respondentes de um questionário,mas como partícipes de um processo, incorporam-se à organização como co-responsáveis pela sua missão, pelo seu planejamento estratégico, bem como pela sua responsabilidade social com a coletividade da qual fazem parte e na qual se inserem. Desta forma a avaliação passa a ser vista como instrumento de gestão e planejamento, fornecendo elementos para a tomada de decisões. A avaliação é para a qualidade em saúde condição para reunir, contextualizar, globalizar, reconhecer o singular, o individual e o concreto, sem reduzir a pragmática do dia-a-dia. Assim, ao esclarecer os problemas organizacionais, sociais e políticos pelo caminho da ética e da solidariedade, não se reduz nem a ciência, nem a filosofia, mas, como eixo sinérgico, une possibilidades em ações efetivas e reais.