Expor de modo simples, em um estilo límpido, os eixos de uma filosofia indispensável para a compreensão do direito não era algo fácil. Era necessária uma grande cultura, que dominasse toda tentação de erudição fácil, até mesmo pedante, para realizar essa empreitada, e Michel Villey o fez com excelência. É chegada a hora, escreve ele, de se libertar da ascendência dos filósofos extrínsecos; de repensar o método do direito emprestando-o da experiência particular dos juristas. É chegada... ou é novamente chegada, no sentido que ele denominava um retorno ao ensino da filosofia do direito. É por isso, notadamente, que Michel Villey escreveu, antes de tudo para os estudantes, mas não somente para eles, esses dois livros naturalmente reunidos aqui. Ele os concebeu e com sucesso, sem se submeter de maneira nenhuma aos cânones das obras doutrinais cujos desvios denunciou com tanta frequência. O que animava sua ação era, antes de tudo, a transmissão [...]Expor de modo simples, em um estilo límpido, os eixos de uma filosofia indispensável para a compreensão do direito não era algo fácil. Era necessária uma grande cultura, que dominasse toda tentação de erudição fácil, até mesmo pedante, para realizar essa empreitada, e Michel Villey o fez com excelência. "É chegada a hora", escreve ele, "de se libertar da ascendência dos filósofos extrínsecos; de repensar o método do direito emprestando-o da experiência particular dos juristas." É chegada... ou é novamente chegada, no sentido que ele denominava um retorno ao ensino da filosofia do direito. É por isso, notadamente, que Michel Villey escreveu, antes de tudo para os estudantes, mas não somente para eles, esses dois livros naturalmente reunidos aqui. Ele os concebeu e com sucesso, sem se submeter de maneira nenhuma aos cânones das obras doutrinais cujos desvios denunciou com tanta frequência. O que animava sua ação era, antes de tudo, a transmissão de um saber, ou, mais exatamente, de um meio de saber. O pensamento de Villey, contrário a todo conformismo, é ainda mais filosófico por não temer questionar uma certa ordem estabelecida onde se deve conservar sempre aberta a porta do progresso.