O vale do ribeirão Anhangabaú tinha aspecto semi-rural no começo do século XX e separava a velha São Paulo, que ficava próximo à encosta leste, por onde passava o rio Tamanduateí, da nova. A nova São Paulo começa a tornar-se nos anos 1910 o lado oposto do vale, já beneficiado pelo Viaduto do Chá e logo ostentando a beleza européia do Teatro Municipal. Rumo à oeste, aos Campos Elísios e à Higienópolis, São Paulo conhece a vertiginosa mudança da polaridade de seus espaços centrais. O vale se transforma num parque ajardinado, o ponto mais importante da área nuclear, e seu entorno se valoriza. Este livro, que tem o Anhangabaú por título e por referência maior, vai além do vale para mostrar a formação de uma metrópole, com suas vias principais e bairros florescentes, com seus personagens atuantes que se tornariam nomes de logradouro público, com seus projetos ambiciosos e realizações grandiosas.