Tal tese, ora transformada em livro, é o trabalho mais imponente que pude ler sobre a matéria. Transitando nos espaços da racionalidade - e do inconsciente - constrói o anteparo necessário para afirmar a "decisão como bricolage de significantes". (...) Salta à vista, por outro lado, a bricolage. Alexandre a vai buscar em Lévi-Strauss que a tem "como a ´ciência primeira' que no seu sentido antigo é aplicável ao 'jogo de péla e de bilhar, à caça e à equitação, mas sempre para evocar um movimento incidental (...). Atualmente a atividade do bricoler é o daquele que executa um trabalho sem que exista um plano rígido previamente definido, mas que se deixa levar pelos utensílios que possui à mão, construindo, recortando, colando, integrando, com o material disponível. (...) Texto assim não se acaba: abandona-se. Menos mal para todos nós que, mais cedo ou mais tarde, teremos que por ele passar e repassar. Trata-se, enfim, de um marco histórico, sem o qual nada mais será escrito sobre a matéria. Quem o ler, saberá da precisão das minhas palavras.