Guy Le Gaufey percorre, aqui, os meandros da lógica e da psicanálise, construindo um argumento performático a respeito do tema em questão. Afinal, se há falta no simbólico, pode-se abordá-la legitimamente de diversas maneiras, mas não sem estar, nos expedientes que forem adotados para tanto, sob os efeitos causados por essa mesma incompletude. Passando por Descartes, Frege, Hilbert, Gödel, Freud e Lacan, o autor constrói uma obra honesta com o seu próprio desenvolvimento e de um valor ímpar, responsável por produzir no leitor mais do que uma eventual garantia: precisamente, um benfazejo despojamento.