"É preciso estar nas fronteiras." A máxima de Foucault faz pensar sobre o paradoxo que o título do livro, A velocidade da sombra, induz. E é sobre possíveis travessias e transposições do exterior e do interior que o físico, epistemólogo e crítico de ciência contemporânea Jean-Marc Lévy-Leblond se debruça. No volume, são debatidas questões como: por que, há quatro séculos, os físicos se interessam pelo Inferno? De onde vem o mito das sete cores do arco-íris? O que as anedotas que circulam a respeito dos grandes cientistas, e principalmente sobre Einstein, nos dizem sobre a ciência? Esta possui uma universalidade transcultural? Existe uma Musa da ciência?