A Modernidade e suas lutas civilizatórias é fruto de uma audaciosa empreitada para apreender possibilidades efetivas de práticas civilizatórias nas sociedades atuais. Antes de tudo, cabe esclarecer que este não é um livro que interpreta tais sociedades como resultado de um longo processo evolutivo de racionalização de suas instituições, de suas condutas individuais e de suas experiências práticas. Pelo contrário! O que temos aqui é uma crítica incisiva sobre as teorias sociais que colocam a racionalidade como elemento central da modernidade ao qual todos os outros são submissos. A autora é categórica em afirmar que não há, nessas teorias, uma concepção cientificamente válida de civilização. Por outro lado, veremos que sua crítica estende-se também à própria recusa pós-moderna das pretensões universalistas da racionalidade, a exemplo do relativismo, refém de paradoxos e conflitos em si mesmos irresolvíveis. [...]